Notícias

TSE afasta multa, mas mantém inelegível candidata a deputada federal

segunda-feira, 21 de novembro de 2022
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

Fonte: TSE

Na sessão desta quinta-feira (10), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram manter o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) que negou o registro de candidatura de Kewin Katy Pyles (PL) para o cargo de deputada federal nas eleições deste ano. No entanto, o Plenário afastou multa aplicada por embargos protelatórios (artigo 275 do Código Eleitoral).

A decisão unânime foi conduzida pelo voto do relator, ministro Sérgio Banhos, para quem ficou demonstrado “ato doloso de improbidade administrativa com prejuízo ao erário”, uma vez que a candidata se apropriou indevidamente de valores descontados dos salários dos servidores, que deveriam ser recolhidos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Banhos elencou as irregularidades apontadas nas contas referentes ao período em que Kel Pyles era ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Assistência Social em Muaná (PA).

Argumentos da defesa

A defesa da candidata alegou que não houve a comprovação de má-fé em relação às irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do município bem como não houve nenhuma intenção de prejudicar os cofres públicos.

Para o relator, no entanto, não há como afastar o caráter doloso deste caso, uma vez que “foi imputado débito à gestora e reconhecido dano ao erário no aresto da Corte de Contas, o que indica um dolo genérico, nos moldes do entendimento desta Corte”. Ele citou jurisprudência recente do TSE segundo a qual “para a configuração da inelegibilidade da alínea 'g' [da Lei nº 64/90], não se exige nesses casos dolo específico, mas apenas genérico, que se caracteriza quando o administrador assume os riscos de não atender aos comandos constitucionais e legais que pautam os gastos públicos”.

“Além do reconhecimento de prejuízo ao erário, há elementos suficientes para caracterização do dolo genérico. Como bem pontuado pela Procuradoria-Geral Eleitoral, seria inviável de se supor que a ordenadora das despesas não tivesse a consciência de que a apropriação indevida dos valores descontados da remuneração dos servidores e que deveriam ter sido recolhidos ao INSS e ao Instituto de Previdência do município é conduta ilícita que impõe prejuízo ao erário face aos encargos decorrentes da mora”, concluiu.

PG/CM, DM

Processo Relacionado: RO 0600236-35

Categoria(s): 

#GRAinforma

Notícias relacionados

qui, 17 de outubro de 2013

Tribunal Regional Eleitoral mantém cassação do prefeito de Petrolina, PE

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve a cassação do mandato do Prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), decidida por quatro votos […]
Ler mais...
seg, 20 de junho de 2016

Fundo Partidário deve ampliar investimento em participação feminina na política

Entre as novidades da Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165) há uma alteração na aplicação do Fundo Partidário que […]
Ler mais...
seg, 25 de junho de 2018

Redes sociais terão que informar contratação de serviços de impulsionamento por pré-candidatos eleitorais

O Ministério Público Eleitoral em Mato Grosso requisitou às administradoras das principais redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) informações sobre […]
Ler mais...
seg, 09 de maio de 2022

STF abre seis ações contra Kajuru e reforça entendimento contra imunidade parlamentar na web

Fonte: G1 A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (3), por três votos a dois, abrir […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram