Notícias

TRE/AL cassa mandato de deputado por atuação em igreja durante campanha eleitoral

sexta-feira, 08 de julho de 2016
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), por maioria de votos, julgou procedente o pedido formulado na Ação de Investigação Eleitoral (AIJE) para cassar o diploma do deputado Pastor João Luiz, além de torná-lo inelegível por oito anos. A sessão aconteceu na tarde desta quinta-feira (07).

O Ministério Público Eleitoral, responsável pela investigação, apontou no processo que o Pastor João Luiz teria sido beneficiado, durante a campanha eleitoral de 2014, por sua condição de presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) em Alagoas, promovendo de forma irregular a sua candidatura e conquista de votos. O deputado teria feito uso indevido dos meios de comunicação social em prol de sua candidatura e, com abuso do poder econômico, afetou a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Para o relator da AIJE, desembargador José Carlos Malta Marques, ficou evidente a realização expressiva de propaganda político-eleitoral do presidente da IEQ, então candidato, no interior dos templos de sua igreja, além da utilização de eventos religiosos para divulgação de sua candidatura e pedido expresso de votos.

“Não há dúvida que ocorreu abuso do poder econômico quando da utilização da Igreja (templo e demais espaços) para a realização de inúmeros atos de campanha, atraindo um sem número de fiéis/eleitores, entrelaçado com o uso abusivo dos meios de comunicação social, pois não há dúvidas que a realização destes eventos nos espaços da Igreja, devido à grande quantidade de fiéis, transformou-se num poderoso meio de difusão das propostas de campanha, dada a enorme capacidade de manipulação dos líderes religiosos perante seus seguidores”, concluiu o desembargador Malta Marques em seu voto.

Instaurando a divergência, o desembargador eleitoral Gustavo Gomes, que pediu vistas do processo, julgou improcedente a AIJE por considerar que não há elementos que comprovem que a Igreja do Evangelho Quadrangular bancou a campanha do seu presidente e que a mobilização por partes dos fiéis, em relação à candidatura de seu líder religioso, teria sido apenas a manifestação individual de suas vontades.

Ao final do julgamento, seis desembargadores eleitorais votaram pela cassação do deputado e apenas um posicionou-se contra. Mesmo com a votação, o Pastor João Luiz permanece no cargo até o decurso do prazo de decurso. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definir sobre a questão.

Acesso em: 08/07/2016

Leia notícia completa em:

TRE/AL

www.tre-al.jus.br

Categoria(s): 
,
Tag(s):
, ,

#GRAinforma

Notícias relacionados

qui, 22 de junho de 2017

Propaganda partidária do PSC vai ao ar nesta terça-feira (20)

O Partido Social Cristão (PSC) exibirá o seu programa partidário nesta terça-feira (20) em rede nacional de rádio e televisão. […]
Ler mais...
qua, 25 de julho de 2018

XII Jornada Maria da Penha já está com inscrições abertas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove nos dias 9 e 10 de agosto a XII edição da Jornada Maria […]
Ler mais...
ter, 27 de setembro de 2016

Jornais são proibidos de noticiar candidato por elogiá-lo demais

Os jornais paranaenses Folha de Rio Branco e Jornal Expresso foram proibidos de produzir notícias sobre o candidato a prefeito […]
Ler mais...
sex, 03 de abril de 2020

Comprovante de pagamento de multa eleitoral não precisará mais ser apresentado aos cartórios eleitorais

Fonte: Considerando o aumento da demanda por serviços a distância, dadas as restrições de circulação de pessoas no momento atual, a Corregedoria-Geral […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram