Notícias

TRE-SC afasta multa de prefeito e vice de Orleans

sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia
Foto:ASCOM/TRE/SC

Foto: ASCOM/TRE/SC

O prefeito e o vice-prefeito de Orleans, Marco Antonio Bertoncini Cascaes (PSD) e José Carlos Librelato (PSD) foram absolvidos pelo TRE-SC, em julgamento na última segunda-feira (25). Os dois haviam recebido multa no valor de R$ 5 mil em primeiro grua, mas a pena foi afastada pelos juízes do Tribunal levando em conta o princípio da razoabilidade e a falta de previsão legal para a irregularidade encontrada. A decisão completa está expressa no Acórdão nº 28.930, publicado um dia após o julgamento. Ainda cabe recurso ao TSE.

Os dois foram acusados pela coligação “Orleans Mais feliz” (PP-PT-PMDB-PSDB) de diversas irregularidades, entre elas, abuso de poder político e abuso de poder econômico. O relator do caso, juiz Hélio do Valle Pereira analisou todas as alegações e conclui pela inocência de Cascaes e Librelato, principalmente porque não foram apresentadas provas que apoiassem as afirmações. A coligação pedia a cassação do diploma e a decretação de inelegibilidade dos políticos.

Embora tenham apontado várias acusações - abuso em propagandas através de cavaletes; utilização de funcionários das empresas Librelato em campanha; uso abusivo de blog e twitter; uso indevido de meios de comunicação; e criação e participação de eventos beneficentes – a Coligação não foi capaz de ultrapassar o nível das alegações, sem corroborar suas teses com provas materiais. Diversas vezes o relator precisou afirmar que os documentos apresentados não foram suficientes para reconhecer as irregularidades, comentando, em alguns casos, que a lei inclusive permitia a atividade recriminada pela Coligação.

O único fato considerado irregular pelo juiz foi a participação do candidato a vice-prefeito em uma corrida de kart. “Eu concordo com o sentenciante quando vê o caráter público no evento”, disse o relator, “ficou bem nítido que a disputa se integrou ao calendário oficial, sendo incluída em uma série de fatos comemorativos do aniversário da cidade”. Apesar de reconhecer o problema, o juiz Hélio do Valle Pereira explicou que a conduta não pode ser punida com a cassação e a inelegibilidade, inclusive por não ter proximidade com as ações previstas nonartigo 73 da Lei das Eleições. Como a legislação não previa multa, e levando em consideração o pedido de Cascaes e Librelato, o juiz votou pelo afastamento da pena pecuniária. A decisão foi unânime entre os juízes da Corte.

 

 

Acesso em 29/11/2013

 

Leia a notícia completa em:
Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
www.tre-sc.jus.br

 

 

Categoria(s): 
,
Tag(s):
, , , ,

#GRAinforma

Notícias relacionados

seg, 24 de abril de 2017

Série Contas Partidárias: o que pode e o que não pode

Termina no dia 30 de abril o prazo para que os partidos políticos apresentem, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as […]
Ler mais...
seg, 07 de dezembro de 2015

Termina dia 9 pré-inscrição para Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação

Os interessados em participar do Teste Público de Segurança (TPS) 2016 do Sistema Eletrônico de Votação têm até a próxima […]
Ler mais...
qua, 07 de junho de 2017

Cassação de Michel Temer, inelegibilidade e nova eleição

Por José Jairo Gomes No roteiro político brasileiro anuncia-se para breve o fim de um dos capítulos mais aguardados, que […]
Ler mais...
sex, 27 de junho de 2014

Eleitores fora de domicílio eleitoral poderão votar nas Eleições Gerais de 2014

O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral, mas quiser exercer o direito do voto, poderá votar para o […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram