Notícias

Homem processa polícia por falha em reconhecimento facial nos Estados Unidos

quinta-feira, 15 de abril de 2021
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

Fonte: Olhar Digital

Um homem entrou com um processo contra a polícia de Detroit, nos Estados Unidos, após ser preso por engano por conta de uma falha em um software de reconhecimento facial. A ação foi aberta pela ONG American Civil Liberties Union (ACLU) em nome de Robert Williams, que é descrito como a primeira pessoa presa injustamente com base nessa tecnologia.

Williams foi preso pelo Departamento de Polícia de Detroit em 2019 sobe a acusação de furto à uma loja. Para realizar a prisão, um detetive usou a tecnologia de reconhecimento facial em uma imagem granulada do vídeo feito pelas câmeras de segurança do local. Após o exame das imagens, o sistema acusou que o homem no vídeo poderia ser Williams.

Depois disso, o departamento produziu uma linha de fotos que incluía Robert Williams e a mostrou para um guarda, que alegou reconhecê-lo como o assaltante. No entanto, o segurança não tinha realmente testemunhado o ocorrido, mas, com base no depoimento dele, foi expedido um mandado de prisão contra Robert.

O rapaz foi detido enquanto dirigia do trabalho para sua casa e passou 30 horas em um centro de detenção. Posteriormente, a ACLU protocolou uma queixa formal em seu nome e recebeu um pedido de desculpas da promotoria de Detroit, que determinou que o caso fosse removido dos antecedentes de Williams.

No processo, a ACLU alega que o reconhecimento facial costuma ser bastante impreciso, principalmente quando se trata de pessoas negras e imagens de baixa qualidade. Segundo a organização, a polícia de Detroit utilizou reconhecimento facial em uma circunstância que, sabidamente, não geraria resultados confiáveis.

A ONG ainda alega que o departamento deixou de mencionar as deficiências do sistema de forma proposital e desonesta, incluindo o fato de que as imagens inseridas no software estavam muito abaixo do padrão mínimo exigido para uma resposta satisfatória.

O próprio departamento de polícia de Detroit se manifestou publicamente reconhecendo que a prisão foi baseada em um “trabalho investigativo desleixado” e muitos outros erros de procedimento.

Apesar do caso de Robert Williams estar sendo tratado como a primeira prisão injusta com base em reconhecimento facial, existem pelo menos outros três casos que disputam este lamentável posto. Sendo que dois deles também aconteceram em Detroit e um terceiro em uma outra jurisdição, todos eles envolvendo homens negros.

Com informações do The Verge

Categoria(s): 
,

#GRAinforma

Notícias relacionados

qui, 24 de junho de 2021

STF inicia julgamento de lei sobre repasse de dados telefônicos para investigações de tráfico de pessoas

Fonte: STF O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, na sessão desta quarta-feira (16), ao julgamento da Ação Direta de […]
Ler mais...
sex, 16 de dezembro de 2022

Juíza denunciada por assédio moral será alvo de investigação do CNJ

Fonte: Conjur O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu um procedimento administrativo disciplinar (PAD) para investigar a conduta […]
Ler mais...
seg, 01 de junho de 2015

Eleitoralistas pedem que Deputados rejeitem Unificação das Eleições

Depois de comemorar a rejeição, pela Câmara dos Deputados, da proposta de eleições por meio do chamado sistema do distritão, […]
Ler mais...
seg, 20 de junho de 2016

Rosana realiza plebiscito junto com as eleições municipais de 2016

O pleito de 2016 será diferente para os eleitores de Rosana neste ano: além de votarem para as eleições municipais, […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram