#GRAnaMídia

Candidatos driblam lei eleitoral com caravanas

segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

A quase um ano das eleições de 2018, os possíveis candidatos que disputarão o cargo de presidente da República já estão há meses em ritmo de campanha. Eles visitam municípios de diversas regiões do país, participam de eventos, concedem entrevistas e apresentam suas ideias para o povo brasileiro – ações bastante semelhantes a atos de períodos eleitorais, o que nos leva a pensar que o jogo já está a pleno vapor. De acordo com o artigo 36 da Lei Eleitoral, a propaganda só é permitida a partir do dia 15 de agosto do ano que vem.

A vice-presidente da comissão de direito eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gabriela Rollemberg, no entanto, explicou que a legislação admite esses tipos de eventos, desde que certos cuidados sejam observados. “As viagens, os eventos fechados para discussão de plano de governo, propaganda partidária na TV e no rádio, tudo isso é liberado. O que não é permitido é o pedido de voto explícito, a organização de comícios e a distribuição de material de campanha”, diz.

Ainda segundo a advogada, a linha entre o que é e o que não é permitido nesse período é muito tênue. “Dependendo do conteúdo do discurso e do ambiente, pode se configurar pedido de voto”, afirma. Nesses casos, cabe ao Ministério Público Eleitoral ou a partidos políticos entrarem com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato que estiver desrespeitando as regras.

Além da questão legal, muito se questiona sobre a eficácia dessa pré-campanha tão antecipada. Para o marqueteiro político Paulo Moura, a “ansiedade” dos candidatos é um “tiro no pé”. Segundo ele, os postulantes estão agindo sem levar ao eleitor o mais importante: a informação.

“As campanhas eleitorais mais exitosas são as que possuem um grande volume de informação e menos espetacularização”, afirma. Ele explicou que, em uma campanha eleitoral, é muito importante levar em consideração o humor das pessoas. “Atualmente a população se apresenta apática em relação à política, o que não é nem um pouco positivo para esse tipo de estratégia. Qualquer movimento nessa direção gera um resultado negativo”, diz.

De acordo com Paulo Moura, esse é o pior momento para se discutir política com a população. “Há uma descrença quando você traz esse assunto. As pessoas não querem nem discutir, o que é muito prejudicial. Até o enfrentamento, a discordância, é melhor do que a apatia”, afirma.

Entretanto, o marqueteiro explica que as eleições devem, sim, estar na agenda dos políticos, mas de uma forma diferente. Agora, na opinião dele, é a hora de pensar em estratégias internas e em articulações políticas. “Eles deveriam estar preocupados em fazer alianças com líderes regionais, pesquisas de perfil de candidato e de eleitor, levantamento de demandas para a elaboração de um plano de governo consistente, ou seja, acumular informações para gerar conteúdo pra a campanha”, afirma.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/candidatos-driblam-lei-eleitoral-com-caravanas-1.1534323

Categoria(s): 
Tag(s):
, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

#GRAinforma

Notícias relacionados

qui, 31 de janeiro de 2013

Contexto

Entendemos que é urgente a necessidade de rupturas de velhos paradigmas de uma educação padronizada, com visão homogênea de alunos […]
Ler mais...
ter, 20 de setembro de 2022

Documentário aborda baixa participação de mulheres na política: “Assunto urgente”

Fonte: Metrópoles Estreia nesta quarta-feira (21/9) no Cine Brasília o documentário Me Farei Ouvir. Com direção de Bianca Novais e Flora […]
Ler mais...
seg, 21 de agosto de 2017

Sem dolo, falta de gasto com educação não torna prefeito inelegível, decide TSE

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou o registro de candidatura da prefeita eleita de Reginópolis (SP) e a manteve no cargo. […]
Ler mais...
seg, 01 de abril de 2013

Defesa de Deputado Distrital informa que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal

Suplente da coligação de distrital cassado pede ao TSE posse imediata Benício Tavares perdeu mandato, acusado de compra de votos; […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram