Notícias

Odebrecht proíbe funcionários de fazer doação eleitoral

terça-feira, 06 de setembro de 2016
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

A Odebrecht enviou na quinta (1º) um comunicado proibindo os funcionários do grupo de fazer doações a candidatos nas eleições deste ano. A empresa lembra seus funcionários que doações de empresas para campanhas políticas estão proibidas no país. O veto foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro do ano passado.

"São vedadas quaisquer doações por integrantes com recursos direta ou indiretamente providos por empresas que integre a Organização Odebrecht, ou consórcio de que faça parte", diz a nota, que é assinada pelo presidente do grupo baiano Newton de Souza. Ele assumiu o cargo depois que Marcelo Odebrecht foi preso, em junho de 2015.

O comunicado também proíbe que qualquer funcionário do grupo realize pagamentos e serviços que possam ter vínculos com campanhas eleitorais, como aluguel de espaços e equipamentos, meios de transportes de candidatos e suas equipes ou de gráficas e outras empresas envolvidas na área.

A Odebrecht é um dos principais alvos da Operação Lava Jato. O ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, está preso há um ano e dois meses, sob acusação de comandar um esquema de pagamento de propinas para conseguir contratos em empresas estatais como a Petrobras e a Eletrobras.

O grupo, o maior do país na área de construção e engenharia, negocia um acordo de delação premiada para reduzir as penas a seus executivos. A empresa já revelou no período de negociações que fez doações ilegais para PT, PMDB e PSDB, entre outros partidos. O acordo com a Odebrecht é considerado o mais bombástico da Lava Jato, pelo número de políticos que foram corrompidos pelo grupo.

DOAÇÕES

A Odebrecht faz parte das empreiteiras investigadas pela Lava Jato que despontavam como as maiores doadoras de campanhas do Brasil.

Só para a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de 2014, Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia doaram juntas cerca de R$ 65 milhões.

O segundo colocado no pleito, Aécio Neves (PSDB), recebeu em torno de R$ 34 milhões de Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão.

Acesso em 6 de setem­bro de 2016

Leia a notí­cia com­pleta em UOL

http://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/09/1809581-odebrecht-orienta-funcionarios-a-nao-fazer-doacao-eleitoral.shtml

Categoria(s): 
,
Tag(s):

#GRAinforma

Notícias relacionados

ter, 11 de outubro de 2016

Se votação em candidato não puder mudar resultado, TSE nem irá julgar recurso

A análise de um registro de candidatura que chega ao Tribunal Superior Eleitoral após a eleição só será feita se […]
Ler mais...
qui, 06 de abril de 2017

Corregedoria determina oitiva do ex-ministro Guido Mantega na Aije 194358

Em despacho publicado na tarde desta terça-feira (4), a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral determinou nova oitiva na Ação de Investigação […]
Ler mais...
qua, 30 de agosto de 2017

CONGRESSO CEARENSE DE DIREITO ELEITORAL

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – OAB/CEARÁ, através de sua Comissão de Direito Eleitoral, a JUSTIÇA FEDERAL – SEÇÃO […]
Ler mais...
qui, 24 de setembro de 2020

TSE Mulheres convida instituições ligadas às temáticas de gênero e equidade para reunião sobre as Eleições 2020

Fonte: Migalhas 1. Jurisdicionalização da prestação de contas eleitorais: Historicamente, o processo de prestação de contas eleitorais recebia a roupagem de […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram